Após a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que determinou a perda do título do União-TO, campeão do Tocantinense 2025 dentro de campo, por ter utilizado um jogador de forma irregular, com o clube sendo punido com a perda de três pontos, do título estadual e das vagas na Copa do Brasil e Série D de 2026, enfim foi decidida quando será a sequência.
No último domingo (26), a Federação Tocantinense de Futebol (FTF) realizou, em Araguaína, uma reunião com as equipes envolvidas na reta final, Gurupi, Tocantinópolis e o Araguaína, já classificado para a final, para definir o novo calendário da fase decisiva. O Araguaína aguardará o vencedor do duelo entre Gurupi e Tocantinópolis para disputar o título.
Ficou definido que as duas partidas da semifinal do Campeonato Tocantinense 2025 acontecerão em janeiro. O primeiro confronto entre Gurupi e Tocantinópolis será no dia 10, no Estádio Resendão, em Gurupi. A partida de volta está marcada para o dia 17, no Estádio Ribeirão, em Tocantinópolis. As finais, com a presença do Araguaína, ocorrerão nos dias 24 e 31 de janeiro, encerrando oficialmente a competição.
Para o presidente do Gurupi Esporte Clube, Wilson Castilho, a reunião conduzida pela Federação Tocantinense de Futebol (FTF) foi positiva e conduzida com equilíbrio.
“Foi uma boa reunião, comandada pela FTF, com sensibilidade e sensatez, ouvindo os clubes. Agora é contratar comissão técnica, jogadores, e vamos lutar com muita garra para conquistar a vaga e, consequentemente, uma das duas vagas destinadas ao Tocantins na Copa do Brasil. Isso nos garantirá um bom retorno financeiro para a temporada”, afirmou Castilho.
O dirigente destacou ainda que o Campeonato Tocantinense 2026 terá início já no início de fevereiro, logo após o término da edição atual. Por isso, as equipes devem iniciar suas contratações de forma estratégica, pensando não apenas na conclusão da temporada 2025, mas também na continuidade e planejamento para 2026.
Por que o União-TO foi punido pelo STJD
A penalização do União Atlético Clube (União-TO) teve origem em um erro na escalação do zagueiro Sheik, durante a primeira fase do Campeonato Tocantinense 2025. O jogador estava suspenso por ter recebido três cartões amarelos, mas acabou sendo relacionado e atuando em um jogo atrasado da segunda rodada, contra o Araguaína, partida que terminou com vitória do União por 2 a 0.
De acordo com a denúncia apresentada ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o caso configurou escalação irregular, prevista no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata da utilização de atleta em situação irregular.
A confusão teria ocorrido devido a um erro de comunicação na súmula da partida, elaborada pelo árbitro Fernando Henrique Alcântara. O cartão amarelo aplicado ao jogador foi anotado apenas no campo de “advertências”, sem constar na seção “comunicação de penalidades”, o que acabou permitindo que o atleta fosse escalado indevidamente.
Em um primeiro julgamento, o União-TO havia sido punido com a perda de seis pontos e o rebaixamento à Segunda Divisão, além da perda do título estadual conquistado em campo. No entanto, após a apresentação de embargos de declaração, o tribunal reconheceu erro material na decisão anterior.
Em nova análise, o STJD entendeu que a denúncia se referia a apenas uma partida, o que não justificava a punição mais severa. Assim, a corte reduziu a penalidade para perda de três pontos e aplicou uma multa de R$ 5 mil, mantendo o União-TO na elite do futebol tocantinense, mas retirando o título estadual e as vagas conquistadas na Copa do Brasil e Série D de 2026.
Entenda o que diz o artigo 214 do CBJD
O artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) trata dos casos em que um clube escala ou utiliza atleta irregular em competição oficial.
A penalidade prevista inclui perda dos pontos ganhos na partida irregular (ou três pontos, se houver empate ou derrota); multa que pode variar de R$ 100 a R$ 100 mil, conforme a gravidade e a divisão da competição; e, em alguns casos, outras sanções acessórias, como exclusão de torneio ou perda de título.
A intenção da norma é garantir a isonomia esportiva, preservando o equilíbrio e o cumprimento das regras nas competições oficiais.