Wanderlei Barbosa e os voos suspeitos

Afastado do cargo desde 3 de setembro de 2025 por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) volta a ser alvo de questionamentos. Segundo reportagem da TV Anhanguera e do G1, documentos oficiais indicam que o gestor teria utilizado o contrato de táxi-aéreo de R$ 20 milhões anuais para viagens de caráter pessoal — incluindo passeios turísticos, eventos esportivos e compromissos familiares.

De acordo com as informações obtidas, seis viagens realizadas pelo governador e sua esposa, Karynne Sotero, ocorreram sem qualquer compromisso público registrado na agenda oficial. Somadas, essas deslocações custaram R$ 772 mil aos cofres do Estado.

Os registros apontam ainda a presença de familiares e aliados políticos, entre eles o deputado estadual Léo Barbosa (Republicanos), filho do governador; o superintendente do Sebrae, Rérisson Castro; e o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres (Republicanos).

Viagens sem agenda oficial

O levantamento das emissoras revela os seguintes deslocamentos pagos com recursos públicos:

R$ 141 mil — Voo de retorno dos Lençóis Maranhenses (MA) para Palmas, em 13 de janeiro de 2025, com o casal e familiares.

R$ 165 mil — Trajeto de ida e volta para Campina Grande (PB), em 5 de maio de 2025, descrito como “missão oficial”, mas sem compromissos públicos registrados. Na mesma data, Wanderlei publicou nas redes sociais imagens no lago de Palmas.

R$ 286 mil — Novo deslocamento entre Palmas, Brasília e Campina Grande, entre 21 e 22 de maio de 2025, com a presença do governador afastado, da primeira-dama e de parentes. Apesar disso, uma postagem nas redes sociais indicava que ele estaria retornando ao Tocantins de carro.

As informações reforçam as suspeitas que motivaram o afastamento de Wanderlei Barbosa, investigado na Operação Fames-19 por supostas irregularidades em contratos públicos. O caso segue sob apuração do STJ.

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