Lucas Rafael Costa Lima, natural do Tocantins, estava há quase um mês sem identificação em hospital de Pedro Juan Caballero; ação conjunta entre perícia estadual, PF e polícia paraguaia garantiu transferência para o Brasil.
COOPERAÇÃO NA FRONTEIRA
PONTA PORÃ (MS) — Um trabalho técnico minucioso de identificação humana, conduzido pelo Núcleo Regional de Identificação de Ponta Porã — unidade da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul —, solucionou o mistério em torno da identidade de um brasileiro internado em estado gravíssimo do outro lado da fronteira. A confirmação do nome do paciente encerrou quase 30 dias de internação anônima no Paraguai e permitiu sua repatriação imediata para continuidade do tratamento médico em solo nacional.
O paciente foi identificado oficialmente como Lucas Rafael Costa Lima, natural do Tocantins (TO). Ele deu entrada no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha a Ponta Porã, sem portar documentos e com quadro clínico crítico, permanecendo hospitalizado por semanas sem que sua origem pudesse ser confirmada.
O trabalho pericial
Diante da gravidade da situação, os peritos papiloscopistas de Ponta Porã iniciaram uma operação conjunta envolvendo o Departamento de Polícia Federal e a Polícia Nacional do Paraguai.

O protocolo pericial desdobrou-se em etapas rigorosas:
* Reconhecimento facial humano: Análise dos pontos faciais, como Distância entre os olhos, Forma do Nariz e Contorno da Mandíbula do paciente internado na unidade médica paraguaia para triagem inicial.
* Cotejo civil interestadual: Cruzamento de dados com órgãos de identificação do Estado do Tocantins para localização do prontuário civil oficial.
* Confronto papiloscópico: Coleta das impressões digitais de Lucas diretamente no leito hospitalar e comparação detalhada com a ficha decadactilar constante nos registros públicos brasileiros, confirmando a identidade de forma inequívoca.
Transferência e dignidade
Com o laudo oficial emitido, as autoridades de saúde e segurança viabilizaram a transferência de Lucas para o Hospital Regional de Ponta Porã (MS). A medida garante que o paciente receba os cuidados intensivos necessários respaldado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de possibilitar a localização e o contato com familiares no Brasil.
O caso reforça o papel estratégico da integração entre forças de segurança pública e inteligência forense na faixa de fronteira internacional, demonstrando que a papiloscopia atua diretamente como instrumento de garantia de direitos humanos e cidadania.
Com informações de Ponta Porã News