Nova denúncia de irregularidade na Segunda Divisão agita o futebol tocantinense

Mais um episódio polêmico promete movimentar os bastidores do futebol tocantinense. Após o imbróglio que resultou na perda do título do União de Araguaína e no seu rebaixamento, com posteriormente revertido parcialmente pelo mesmo STJD, após embargos declaratórios do União, o que manteve o clube na Primeira Divisão de 2026, mas sem o troféu e o título de campeão, agora a Segunda Divisão também é alvo de denúncia por suposta irregularidade na escalação de atleta.

O caso envolve o União de Palmas e o Interporto, que se enfrentaram na estreia da competição, no dia 5 de outubro, no Estádio Nilton Santos, na Capital. O União, derrotado por 3 a 0, apresentou denúncia ao Tribunal de Justiça Desportiva do Tocantins (TJD-TO), alegando que o Interporto teria relacionado e utilizado um jogador irregular.

De acordo com o presidente do União de Palmas, Jades Alberto, o clube reuniu farta documentação e afirma que houve inconsistência entre a relação de atletas apresentada antes da partida e a súmula do jogo. Na lista oficial, o atleta de número 14 aparece como Bruno Henrique Alves Pereira, porém, na súmula, quem assinou e entrou em campo foi Bruno Dias Messias.

“Como pode um jogador que não estava na relação de jogo assinar por outro atleta e ainda participar da partida? Sendo que a relação é o primeiro documento oficial, e deve conter os nomes exatos dos jogadores que vão atuar. Não pode haver substituição de nome após o protocolo junto ao delegado da partida”, ressalta o presidente do União, Jades Alberto.

A denúncia ainda aponta que o atleta que atuou pelo Interporto, Bruno Dias Messias, não estava publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF no dia do jogo. Segundo os documentos apresentados, o nome do jogador só teria sido publicado no dia 9 de outubro, com data de início de contrato em 7 de outubro, ou seja, dois dias após a realização da partida.

“Como ele poderia jogar no dia 5 se só apareceu no BID no dia 9? Além disso, ele assinou no lugar de outro atleta que sequer estava regular. É algo que precisa ser explicado”, reforçou o presidente do União.

O processo foi protocolado no TJD-TO e aguarda parecer sobre o acolhimento ou não da denúncia. Caso seja acatada, o julgamento deverá ocorrer na sessão do dia 27 de outubro.

Enquanto o tribunal analisa os documentos, o caso adiciona mais um capítulo à série de controvérsias que têm marcado o futebol tocantinense nos últimos meses, e volta a colocar sob os holofotes a atuação da Justiça Desportiva local, que já vinha sendo alvo de críticas após as decisões envolvendo o Campeonato Tocantinense da Primeira Divisão deste ano e da própria Segunda Divisão de 2024, envolvendo o Alvorada.

Independentemente do resultado do julgamento, o episódio expõe novamente a necessidade de rigor e transparência nos processos de inscrição e escalação de atletas, para preservar a credibilidade das competições estaduais.

Nossa reportagem tentou entrar em contato com os dirigentes do Interporto, mas até o fechamento da matéria, não obtivemos resposta. No caso de qualquer pronunciamento, será feita atualização.

Por Gil Correia

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