Governador Afastado Busca Retorno ao Comando do Tocantins Via STF

Barbosa entra com Habeas Corpus no STF contra decisão do STJ que o afastou por 180 dias, em meio a investigações de desvio de verbas públicas na pandemia.

O afastamento foi decretado no âmbito da Operação Fames-19, que apura suposto esquema de desvio de verbas públicas ligadas à distribuição de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. A Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), responsável pela execução do programa, afirmou que segue colaborando com as investigações e já repassou aos órgãos de controle a documentação solicitada.

Em manifestação oficial, Wanderlei Barbosa disse respeitar as instituições, mas classificou a decisão do STJ como precipitada. Segundo ele, os pagamentos questionados ocorreram entre 2020 e 2021, quando exercia a função de vice-governador, sem atribuição de ordenador de despesas. Para reforçar sua defesa, Barbosa solicitou que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) realizem auditoria nos contratos investigados e encaminhem os resultados às autoridades competentes.

A defesa do ex-governador Mauro Carlesse, que administrava o estado no período em análise, declarou que ele não é investigado, não responde a processo e não foi alvo de nenhuma medida judicial no âmbito da operação.

O objetivo de Barbosa, segundo sua defesa, é retomar o comando do Executivo e restabelecer a estabilidade política e administrativa no Tocantins. Desde o afastamento, em agosto, o governo vem sendo conduzido interinamente pelo vice-governador Laurez Moreira.

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